Turma da Mônica nº12, página 34.
Cada um pode contribuir da forma que consegue para preservação da natureza, não é mesmo?
O importante é tentar!
"Existe uma coisa que uma longa existência me ensinou: toda a nossa ciência, comparada à realidade, é primitiva e inocente; e, portanto, é o que temos de mais valioso." (Albert Einstein)
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Boas práticas do Programa Mais Educação
Mais uma experiência exitosa em nível nacional de Escolas de Tempo Integral que fazem a diferença no processo de ensino e aprendizagem das Ciências da Natureza.
CECR - Escola Parque: Programa Ciência, na Escola Parque!
Experiência exitosa em Escola de Tempo Integral que fazem a diferença no processo de ensino e aprendizagem das Ciências da Natureza.
Educação Integral e um pouco de sua História
Para entendermos o desenvolvimento da educação integral e do Projeto Mais Educação no Brasil é necessário imergirmos em suas concepções que se relacionam, necessariamente, ao contexto histórico. Vamos lá?
No cenário da Educação Integral destaca-se Anísio Teixeira, um idealizador de mudanças que lutou pela democracia do ensino no Brasil, sendo um dos precursores da Educação Integral aqui. Com uma visão inovadora instituiu no país o Movimento Escola Nova, o qual propunha a universalização da escola pública, laica e gratuita. Segundo Briza (2011) “foram as escolas comunitárias americanas que inspiraram a concepção de ensino de tempo integral de Anísio Teixeira”, a autora destaca ainda que este grande pensador defendia a “escola para todos”, uma escola que trabalhasse a experiência do aluno como base no aprendizado. Este modelo de ensino ainda vem sendo bastante discutido na atualidade, pois trouxe consigo grandes conquistas e ao mesmo tempo polêmica devido a falta de recursos em que muitas escolas se encontram, uma vez que apresentam peculiaridades, pois manter uma escola com esse modelo torna-se um grande desafio.
Queremos uma escola pública com um Ensino Básico de qualidade para todos, onde a pesquisa é assumida como componente do ensino, e em que os espaços e os tempos da educação sejam significativos para cada sujeito dentro dela. Uma escola bonita, moderna, integral em que o trabalho pedagógico apaixona e compromete professores e alunos. Uma escola que construa um solidário destino humano, histórico e social foi o grande sonho de Anísio Teixeira, para o qual procurou construir os andaimes. (NUNES, 2010, p.31). Assim percebemos que Anísio Teixeira propôs uma escola diferente onde os alunos fossem capazes de desenvolver suas habilidades e a aprendizagem fosse obtida com prazer, onde o trabalho fosse realizado através da coletividade com ferramentas que proporcionassem um conhecimento significativo. Esta tão sonhada escola traria consigo novos conceitos e deixaria de lado algumas posturas tradicionalistas dando lugar a um ensino dinâmico e plausível.
Outro grande participante nesse contexto foi Darcy Ribeiro, o qual pode ser visto como um seguidor de Anísio Teixeira dando continuidade ao seu projeto de Educação Integral. “Para Anísio com uma ponta de ironia, Darcy tinha a ousadia por não saber tanto; para Darcy, Anísio era um mestre” (GOMES, 2010, p.35). Darcy foi responsável pela criação dos Centros Integrados de Educação Pública - CIEPs, tal projeto apresentava aspectos inovadores e também fragilidades. Constatou-se, por exemplo, que a implantação assimétrica da educação integral – como uma imposição governamental – não tem sido eficiente.
Desde 2006, entretanto, o programa Mais Educação tem se mostrado eficaz, pois prevê a implantação progressiva da educação integral nas escolas públicas mediante a participação da comunidade; além de outra importante conquista, que foi o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que permite a chegada de uma verba para a Educação Integral na escola sem a passagem por instâncias intermediárias e com gerenciamento compartilhado entre membros da comunidade escolar.
Observa-se que a modalidade educação integral se faz, realiza-se através de partes de um todo que se completam e se complementam tanto através de leis, como de pessoas e processos de ensino-aprendizagem. Leclerc (2013) explica que esta modalidade de educação está vinculada à concepção de pessoa “atada à ideia de aprendizagem, que tem uma consciência intuitiva, um saber tácito sobre regras sociais, e está sempre emaranhada em uma rede de relacionamentos voluntários e involuntários.” (LECLERC, 2013, p. 11).
Referências bibliográficas:
ANDRE, M. E.D.A. O Cotidiano Escolar, um Campo de Estudo. In: Placco, Vera M. N.S.; Almeida, Laurinda R.. (Org.). O Coordenador Pedagógico e o Cotidiano da Escola. 4ed.São Paulo: Loyola, 2006, v. , p. 09-19. Disponível em: <http://books.google.com.br/books?hl=ptBR&lr=&id=ikcUmCeZLOIC&oi=fnd&pg=PA9&dq=etnografia+escolar&ots=7RfSp_jgtX&sig=m#v=onepage&q&f=true>. Acesso em: 23 de junho de 2014.
BRIZA, Lucita. Pedagogia: Anísio Teixeira (01/07/2011). Disponível em: <http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/anisio-teixeira-306977.shtml>. Acesso em 30 de junho 2014.
GOMES, Candido Alberto. Darcy Ribeiro/Candido Alberto Gomes. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, editora Massangana, 2010. (Coleção Educadores).
Hernández, Fernando. Transgressão e Mudança na Educação - os projetos de trabalho. trad. Jussara Haubert Rodrigues - Porto Alegre: ArtMed, 1998.
LECLERC, Gesuína de Fátima Elias. Reflexões sobre a educação integral. In: Brasil. Ministério da Educação. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Universidade Federal de Goiás. Curso de educação integral e integrada / Universidade Federal de Goiás ; Coord. Mercês Pietsch Cunha Mendonça. – Goiânia: UFG/CEPAE/Ciar; FUNAPE, 2013.
Projeto 5s EMEF Tancredo Neves Maracanaú-Ce 2012
Este é um dos exemplos de aplicação de ciências da natureza e uso do espaço em uma escola integral do Brasil. Neste ensejo, as cartografias afetivas do espaço da escola integral ligado às emoções, questões subjetivas, suscita mapear as relações existentes nesse espaço possibilitando dar sentidos aos momentos em que os alunos ali estiverem presentes. Muitas vezes diante de uma arquitetura arcaica é necessário criar e “afetivizar” o uso do espaço tornando-o adequado às atividades desenvolvidas na escola, o qual respondesse às necessidades dos alunos e professores de um local afetivo para pensar e vivenciar as experiências da aplicação de um currículo e planejamento que o explore. Qualquer seja o lugar onde os alunos e professores escolham para vivenciar momentos de produção e aprendizagem, tornar-se-ão lugares de devaneio, lugares que ancorarão lembrança, memória quando bem usados. Bachelard (1978, p. 196), refere-se a “valores imaginados” para justificar que o “espaço compreendido pela imaginação não pode ficar sendo o espaço indiferente abandonado à medida e reflexão do geômetra. É vivido. E é vivido não em sua positividade, mas com todas as parcialidades da imaginação.” Bachelard (1978) mostra-nos os valores da intimidade do espaço: “a casa é nosso canto no mundo” (p. 200), evidenciando a casa como signo de habitação e proteção. Nós, como educadores, ao lermos A Poética do Espaço, de Gaston Bachelard, comparamos inevitavelmente a imagem da “casa” com o nosso ambiente de trabalho: “a escola”. Passamos então a nos perguntar: como o espaço escolar é sentido, vivido pelas crianças que estudam em tempo integral através do Projeto Mais Educação, e que têm este espaço como um segundo lar? A compreensão da simbologia do espaço escolar expressado especialmente pela criança, que é o sujeito para o qual o espaço escolar tem a razão de existir, contribui para a proposição de alternativas que tenham a afetividade como unidade. Esta ação educativa descrita no vídeo e experienciada por estas comunidade escolar integra ocupação afetiva do espaço e estudos referentes a higiene, cuidados com a saúde e meio ambiente e natureza.
Referências
BACHELARD, G. A poética do espaço. São Paulo: Abril Cultural, 1978. (Coleção Os Pensadores)
LUCENA, K. C., Uma fenomenologia da imaginação através do espaço. Nau Literária. Revista Eletrônica de Crítica e Teoria de Literaturas em Língua Portuguesa. Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, v. 3, p. 1, jan./jul. 2007. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/article/view/4896/2819>. Acesso em: 07 de agosto de 2014.
PEREIRA, J. C. Cartografias afetivas: proposições do professor-artista-cartógrafo-etc. In: Ra'e Ga - O Espaço Geográfico em Análise. Periódico digital. Departamento de Geografia e Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). V.30. P. 106, 109, 111. 2014. Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/raega/article/view/36087>.Acesso em: 07 de agosto de 2014
SANTIAGO, Eliete. O Projeto Político da Escola como instrumento da gestão democrática. In: Políticas e Gestão da Educação Básica. Organizadoras: Laêda Bezerra Machado, Eliete Santiago. Recife: Ed. Universitária.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Preservar a natureza é bom demais!
Os vídeos e animações da rede de internet, quando trabalhados de forma reflexiva por educadores e educandos, favoreceram a
aquisição de conhecimentos, seja
pelo interesse, curiosidade acerca dos conteúdos apresentados ou mesmo pela
forma pelo qual é disponibilizada. Sobretudo as mídias trazem grandes contribuições para as
aulas, tornando-as mais prazerosas, sendo mais um recurso no ensino, consequentemente auxilia o aluno a desenvolver novos conceitos em sala de aula.
Participe conosco respondendo acerca do conteúdo do vídeo:
Como podemos preservar a natureza?
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